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Produtores citam prejuízos com lavouras e buscam alternativas à proibição da caça ao javali

A caça ao javali, espécie de porco considerada invasora no Brasil, foi proibida no Estado de São Paulo e tem causado problemas a produtores rurais e a todo setor do agronegócio. Na tarde desta segunda-feira, 23 de julho, entidades e universidades, além de especialistas, como médicos veterinários e controladores de fauna exótica, e lideranças da área do agronegócio se reuniram no Palácio dos Bandeirantes.

 

O encontro para discutir esse cenário, as implicações e preocupações do setor é uma iniciativa das secretarias de agricultura e meio ambiente, a pedido do deputado federal Arnaldo Jardim e do deputado Itamar Borges (MDB), presidente da Comissão da Agricultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

 

O grupo alertou que, sem um predador natural ou uma estratégia de manejo, os animais são capazes de se multiplicar de forma exponencial e ainda atacar animais silvestres, destruir espécies da flora, assorear nascentes e rios, danificar o solo, prejudicar lavouras e ainda ameaçar a saúde e a segurança de pessoas.

 

Jacyr Costa Filho, presidente do Conselho para o Agronegócio da FIESP, afirma que está em risco o futuro do agronegócio paulista, que corresponde a 25% do setor no país. “Está em risco toda a produção de carnes, de grãos, de cana de açúcar. Já existe um risco climático causado pela seca dos últimos 20 anos. Agora estamos com um risco de legislação. Essa lei está pondo em risco todo o interior do Estado de São Paulo”, disse Costa Filho.

 

Os secretários da agricultura e do meio ambiente vão analisar as demandas apresentadas pelo grupo a fim de encontrar um consenso que solucione os problemas causados pela proibição da caça ao javali.

 

“Eu quero agradecer a cada um que cobrou, que criticou, que alertou do problema”, disse o deputado Itamar Borges. “Graças a Deus temos as secretarias de agricultura e do meio ambiente, os técnicos e a equipe que, ouvindo vocês e nosso pedido de corrigir essa questão, se mostraram determinados a buscar uma alternativa”, completou.

 

Também estiveram presentes ao encontro José Luiz Fontes, assessor técnico da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Daniel Smolentzov, do departamento jurídico da Secretaria do Meio Ambiente, João Adrien Fernandes, diretor da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Eduardo Vasconcellos Romão, presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana) e Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste.

 

 

Assessoria de Imprensa